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aquilo que a tela não guarda

No meio de algoritmos passageiros e memórias sobreviventes ao toque, mídias físicas transformam música em lembrança.

Por: Raissa Rito

25 de maio de 2026

CRÔNICA DA SEMANA
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     em coisa que a gente achou que tinha acabado... mas só estava esperando para voltar. E isso aconteceu, com as mídias físicas.

Durante um tempo, parecia que não fazia mais sentido ter CD, DVD ou disco. Ficaram de lado, esquecidos, enquanto o digital tomava conta de tudo. Era mais fácil, mais rápido, cabia inteiro dentro do celular. E, por um momento, pareceu mesmo o fim... só que não foi.

De uns tempos para cá, essas mídias começaram a reaparecer. Vinis voltando às lojas, edições especiais se esgotando, artistas apostando novamente no formato físico. Não como substituição ao digital, mas como algo a mais... e não é só sobre música.

Existe uma experiência diferente em pegar um disco, abrir a capa, observar os detalhes e colocar para tocar. Não é como dar play no celular enquanto várias outras coisas acontecem ao mesmo tempo. É um ritmo mais calmo, mais atento. Os artistas também perceberam esse movimento. Em meio a tantos lançamentos nas plataformas digitais, o físico passou a representar algo mais duradouro. Vinis coloridos, encartes bem trabalhados, versões limitadas... não é apenas consumo, é construção de memória.

E o público responde.

Chama atenção o número de jovens interessados nesse tipo de mídia. Pessoas que não cresceram com CDs ou discos, mas que buscam justamente essa experiência mais concreta. Ao mesmo tempo, quem já viveu essa época encontra ali uma forma de reviver momentos importantes.

Em meio a tantas telas, talvez o que muita gente esteja procurando não seja voltar ao passado, mas sentir que algumas experiências ainda podem ser, de fato, vividas.

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